Na última terça-feira, 29/01, o prefeito Carlos Vilela, o Deputado Estadual eleito Max Lemos e o Secretário Municipal de Segurança Elias José, se reuniram com o Secretário de Estado de Governo Gutemberg de Paula Fonseca, para pedir reforço ao policiamento ostensivo no município, especialmente com a adoção do Programa “Segurança Presente’.

O Programa, que consiste em ampliar o patrulhamento policial com a participação de policiais militares da ativa (em hora extra) e da reserva, além de reservistas das forças armadas, para inibir e combater a ação de marginais, e que já funciona com sucesso, desde o governo passado, em alguns bairros cariocas (Centro, Lagoa, Aterro do Flamengo e Méier) deve ser ampliado no Governo Witzel para além do município do Rio de Janeiro.

De acordo com dados colhidos desde dezembro de 2015 até agosto de 2018, o Programa “Segurança Presente” realizou 12.028 prisões em flagrante e cumpriu de 1,7 mil mandados de prisão. Além de reduzirem diversos índices criminais, as operações promoveram o reordenamento urbano, e garantiram o direito de ir e vir aos cidadãos.

Segundo o Prefeito Carlos Vilela, nos próximos dias agentes especialistas da segurança pública do governo estadual realizarão um diagnóstico do município para viabilizar a demanda.

Além do “Segurança Presente’, as autoridades queimadenses reivindicaram apoio do governo estadual para implantação de 120 câmeras espalhadas pela cidade em locais estratégicos e um centro de monitoramento, doação de novos carros para atender ao PROEIS em Queimados e aumento do efetivo do 24º BPM, que atende também os municípios de Paracambi, Japeri, Seropédica e Itaguaí

Queimados, segundo dados do Atlas da Violência, divulgado em 2018, foi considerado o município mais violento do Brasil.  A pesquisa, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, analisou dados de 309 cidades brasileiras e pôs o município da Baixada Fluminense no topo da lista, com taxa de 134,9 mortes violentas a cada cem mil habitantes. Os números são de 2016, mas o quadro de violência no município começou a se agravar em 2014 e permanece grave até nossos dias.


Reportagem: André Uchôa

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