Conforme prometido, hoje, quinta-feira, estamos de volta com a coluna de Roberto Azevedo sobre poesia. Por sugestão de leitores, trocamos o nome; ao invés de ‘Poemas da Quinta’, a coluna passa a denominar-se ‘O Q da Poesia’.

Nesta segunda semana nosso destaque é o carioca Jorge Ventura, além de poeta um intérprete performático, capaz de arrancar suspiros e gargalhadas da platéia.

Jorge Ventura é também editor, ator, jornalista e publicitário. Atual presidente da Associação de Profissional de Poetas do Rio de Janeiro (APPERJ), atua nos principais saraus e movimentos culturais do Rio.

Jorge publicou quatro livros em poesia e prosa: Turbilhão de Símbolos (Imprimatur/ 2000), Surreal Semelhante (Imprimatur/2003), Faca de Ponta, Fogo de Palha (2012/ Oficina Editores) e Palavra & Poesia (2018/ Ventura Editora); e um ensaio jornalístico, Sock! Pow! Crash! – 40 anos da série Batman da TV (2006/ Opera Graphica).

Premiado em muitos concursos e festivais, como poeta e melhor intérprete, sua poesia está presente em dezenas de antologias, sites, jornais online e portais literários.

Clique aqui para acessar o site de Jorge Ventura.

POEMA Nº1 – Libertação

Liberta a palavra
como soltar a fera
o cão danado
desmedir o verso
como descartar o peso
não mais mordaças
ou ranger de dentes
só a voz, a chave para o salto
o voo da ave fugidia
a ao fim das formas
do horror do claustro
ousa, ousa, minha poesia:
o medo é uma prisão
e eu acabo de sair dela

Poema Nº2 – Ritual

a cama
é mero altar de oferendas
duas almas prometidas
dois corpos condenados
bem ou mal
entregam-se ao destino

no acerto de contas
o erro é passado
em ritual de prazeres
a culpa impera
e a palavra pesa
entre quatro
paredes de fogo
mas o que seria do amor
sem o feitiço dos amantes?

 

Coluna “O Q da Poesia” – espaço para produção poético-literária.
Todas as quintas, no PORTAL Q.
Curadoria de Roberto Azevedo.

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