O ex-prefeito de Nova Iguaçu Nelson Bornier foi denunciado pelo Ministério Público Estadual pela prática dos crimes de peculato e supressão de documentos públicos.

Segundo o MP, foram encontrados 549 documentos públicos da prefeitura em imóvel de propriedade de Bornier, quando do cumprimento de medida de busca e apreensão, em 22 de agosto de 2017.

Na mesma data, em um galpão na Estrada da Palhada, também de propriedade de Nelson Bornier, foram apreendidas nove torres móveis de observação para patrulhamento, que haviam sido doadas ao município pelo Sindicato do Comércio Varejista de Nova Iguaçu. Oficialmente consideradas ‘desaparecidas’, tais torres encontravam-se no local, abandonadas e sujeitas ao desgaste do tempo.

No galpão foram localizados ainda cinco grampeadores de mesa com placas indicativas de patrimônio da prefeitura de Nova Iguaçu. Todos esses equipamentos, aponta o MPRJ, configuram bens móveis da municipalidade, desviados pelo então prefeito e pelo secretário Luiz Antunes dos Santos, que também responderá pelo crime.

Além de Nelson Bornier e Luiz Antunes foi também indiciada a a assessora de Bornier, Georgeta de Souza.

A denúncia do MP foi acolhida pelo juiz Francisco Emilio de Carvalho Posada, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu, que determinou a expedição de mandados de citação para que os três denunciados respondam à acusação, por escrito, no prazo de dez dias, a contar de 17/01.

Para maiores informações sobre o caso, leia a íntegra da nota publicada pelo MPRJ.

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